Madrid nao paga a traidores

A notícia da saida da vida política de Pasqual Maragall nao por agardada deixa de ser uma má notícia. Nao pela saida em si, evidentemente, senao pelas circunstâncias nas que esta se produziu.

A trajetória política de Pasqual Maragall é desconhezida d’abondo para mim, pelo que nao vou a opinar do que nao sei. Mas nao se pode negar que este homem conseguiu sacar adiante e levar a Madrid, nao sem muito trabalho, um Estatut consensuado por tudos os partidos políticos com representaçao parlamentária em Catalunya, agás o Partido Popular.

Suponho também que ninguem em Catalunya agardava que o Estatut volveria de Madrid sem algum retoque. Mas o que nos surpreendeu a tudos os cidadaozinhos de a pé foi que o presidente espanhol e membro do seu mesmo partido, Jose Luis Rodriguez Zapatero, pactara um desvirtuado Estatut com o principal partido da oposiçao a Maragall, Convergencia i Unio, o que foi o mesmo que pôr a sua cabeça numa bandeixa, como bem ironiza Pepe Carreiro na portada d’A Nosa Terra desta semana (1). Dizem que Zapatero tomara já havia tempo a decisao de prescindir dele. E conhezia Maragall o seu futuro?

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caminho a Guantânamo

Caminho a Guantânamo é com provabilidade um dos milhores filmes que levo visto na minha vida. Sei que soa exagerado, mais assim é. Formalmente é case perfeita, redonda e leve coma uma bola de sabao. Mas no contido, na história que conta, agocha uma autêntica carga de profundidade.

O filme conta a história de quatro amigos vinteanheiros, residentes na Grande Bretanha mas oriundos do Paquistao, que aproveitam a voda dum deles para tomar-se umas ferias no seu pais de origem. Tudo transcorre com normalidade até que decidem viaxar por uns dias a Afganistao, onde se vive o ambente de pre-guerra prévio a intervençao estadounidense do 2001, coa ideia de conhezer de primeira mao a realidade do pais e ajudar aos seus vizinhos no possível. A guerra estoura, desata-se o caos e eles rematam em Kunduz, onde tras sobreviver de miragre ao bombardeio da cidade sao feitos prisioneiros e conducidos a Guantânamo.

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